sábado, 30 de junho de 2012

Curriculum Vitae

SEVERINO, Antônio Joaquim.Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

O Curriculum Vitae  tornou-se exigência universal para todos os profissionais, particularmente nos momentos de acesso e promoção nas carreiras nas empresas, nas entidades culturais, nas instituições universitárias e nos institutos de pesquisa. O Curriculum Vitae é o registro, sob forma sinóptica e esquemática, da trajetória de formação e de atuação do profissional, de modo a expressar seu perfil científico e técnico.No universo acadêmico, o formato privilegiado de Curriculum Vitae é aquele estabelecido pelo CNPq.Esse currículo deve ser preenchido e registrado na Plataforma Lattes no Portal do CNPq, onde ficará armazenado, à disposição tanto do seu titular, para atualizações periódicas com acesso restrito mediante uso de senha que lhe será fornecida pelo CNPq, como do público em geral, apenas para consulta aberta, sendo possibilitadas a leitura e impressão. 

Memorial

SEVERINO, Antônio Joaquim.Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

O Memorial é um documento autobiográfico.Tem importante utilidade na vida acadêmica, tanto em termo de uso institucional - para fins de concursos de ingresso e promoção na carreira universitária, de exames de seleção ou de qualificação em cursos de pós-graduação, de concursos de livre-docência - como em termos de retomada e a avaliação da trajetória pessoal no âmbito acadêmico-profissional.O Memorial constitui, pois, uma autobiografia, configurando-se como uma narrativa simultaneamente histórica e reflexiva.Deve então ser composto sob a forma de um relato histórico, analítico e crítico, que dê conta dos fatos e acontecimentos que constituíram a trajetória acadêmico-profissional de seu autor, de tal modo que o leitor possa ter uma informação completa e precisa do itinerário percorrido.Deve dar conta também de uma avaliação de cada etapa, expressando o que cada momento significou, as contribuições ou perdas que representou.O autor deve fazer um esforço para situar esses fatos e acontecimentos no contexto histórico-cultural mais amplo em que se inscrevem, já que eles não ocorreram dessa ou daquela maneira só em função de sua vontade ou de sua omissão, mas também em função das determinações entrecruzadas de muitas outras variáveis. A história particular de cada um de nós se entretece numa história mais envolvente da nossa coletividade.É assim que é importante ressaltar as fontes e as marcas das influências sofridas, das trocas realizadas com outras pessoas ou com as situações culturais.É importante também frisar, por outro lado, os próprios posicionamentos, teóricos ou práticos, que foram  sendo asumidos a cada momento.Deste ponto de vista, o Memorial deve expressar a evolução, qualquer que tenha sido ela, que caracteriza a história particular do autor.O memorial deve cobrir a fase de formação do autor, sintetizando aqueles momentos menos marcantes e desenvolvendo aqueles mais significativos; depois deve destacar os investimentos e experiências no âmbito da atividade profissional, avaliando sua repercussão no direcionamento da própria vida; o amadurecimento intelectual pode ser acompanhado relacionando-o com a produção científica, o que pode ser feito mediante a situação de cada trabalho produzido numa determinada etapa desse esforço de apreensão ou de construção do conhecimento e mediante sua avaliação enquanto tentativa de compreensão e de explicação de uma determinada temática.O Memorial se encerra, então, indicando os rumos que se pretende assumir ou que se está assumindo no momento atual, tendo como fundo a história pré-relatada.Quando elaborado para um exame de qualificação, trata-se de situar o projeto de dissertação ou tese enquanto meta atual e a curto prazo, articulando-o com os investimentos até então feitos e com aqueles que ele oportunizará para o futuro imediato.Enquanto texto narrativo e interpretativo, recomenda-se que o Memorial inclua em sua estrutura redacional subdivisões com tópicos/títulos que destaquem os momentos mais significativos. No mínimo, aqueles mais gerais, como os momentos de formação, da atuação profissional, da produção científica etc. Melhor ficaria, no entanto, se esta divisão já traduzisse uma significação temática que realçasse a especificidade daquele momento.Resta dizer ainda que o Memorial não deve se transformar nem numa peça de autoelogio nem numa peça de autoflagelo: deve buscar retratar, com a maior segurança possível, com fidelidade e tranquilidade, a trajetória real que foi seguida, que sempre é tecida de altos e baixos, de conquistas e de perdas. Relatada com autenticidade e criticamente assumida, nossa história de vida é nossa melhor referência.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Resenha, recensão de livros ou análise bibliográfica

SEVERINO, Antônio Joaquim.Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

Resenha é uma síntese ou um comentário dos livros publicados feito em revistas especializadas das várias áreas da ciência, das artes e da filosofia.É através delas que se toma conhecimento prévio do conteúdo e do valor de um livro que acaba de ser publicado, fundando-se nesta afirmação a decisão de ler o livro ou não. Ela estrutura-se em várias partes lógico-redacionais. Abre-se com um cabeçalho, no qual são colocados informação sobre o autor do texto seguido por uma exposição sintética do conteúdo do texto e finalizando com um comentário crítico.

Obs: fiz esse pequeno resumo sobre resenha com base na obra citada acima.

domingo, 13 de novembro de 2011

A dissertação de mestrado

SEVERINO, Antônio Joaquim.Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

Também a dissertação de mestrado deve cumprir as exigências da monografia científica. Trata-se da comunicação dos resultados de uma pesquisa e de uma reflexão, que versa sobre um tema igualmente único e delimitado. Deve ser elaborada de acordo com as mesmas diretrizes metodológicas, técnicas e lógicas do trabalho científico, como na tese de doutoramento.
A diferença fundamental em relação à tese de doutorado está no caráter de originalidade do trabalho. Tratando-se de um trabalho ainda vinculado a uma fase de iniciação à ciência, de um exercício diretamente orientado, primeira manifestação de um trabalho pesoal de pesquisa, não se pode exigir da dissertação de mestrado o mesmo nível de originalidade e o mesmo alcance de contribuição ao progresso e desenvolvimento da ciência em questão.
É difícil eliminar da dissertação de mestrado o seu caráter demonstrativo. Também ela deve demonstrar uma proposição e não apenas explanar um assunto. Esta parece ser uma exigência lógica de todo trabalho desde que tenha objetivos de natureza científica bem definidos.
Tanto a tese de doutorado como a dissertação de mestrado são, pois, monografias científicas que abordam temas únicos delimitados, servindo-se de um raciocínio rigoroso, de acordo com as diretrizes lógicas do conhecimento humano, em que há lugar tanto para a argumentação puramente dedutiva, como para o raciocínio indutivo baseado na observação e na experimentação.
Às vezes, a dissertação de mestrado e até mesmo as teses de doutorado são reduzidas a um levantamento puramente experimental de dados observados e quantitativos, fundados em procedimentos prioritária ou unicamente estatísticos. Mas sem uma reflexão interpretativa que procede inclusive por dedução, não se prova nada e não há nenhuma hipótese demonstrada. Com esta afirmação não se quer negar o valor de uma série de pesquisas, sobretudo referentes a temas pouco explorados em teses acadêmicas. É válido aceitar esses tipos de trabalhos justamente por permitirem a formação de um material básico de documentação de onde partirão outros estudos interpretativos. Apenas quer-se insistir que toda monoigrafia científica deve ser necessariamente interpretativa, argumentativa, dissertativa e apreciativa. Pesquisa experimental e reflexão racional complementam-se necessariamente na elaboração da ciência. Afinal, o objetivo de uma pesquisa é fundamentalmente a análise e interpretação do material coletado. É na consecução desse objetivo que se podem aferir os resultados da pesquisa e avaliar o avanço que ela representou para o crescimento científico da área.

Tese de doutorado

SEVERINO, Antônio Joaquim.Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Cortez, 2007.

A tese de doutorado é considerado o tipo mais representativo do trabalho monográfico. Trata-se da abordagem de um único tema, que exige pesquisa própria da área científica em que se situa, com os instrumentos metodológicos específicos. Essa pesquisa pode ser teórica, de campo, documental, experimental, histórica ou filosófica, mas sempre versando sobre um tema único, específico, delimitado e restrito.
Com maior razão do que no caso dos demais trabalhos científicos, uma tese de doutorado deve realmente colocar e solucionar um problema demonstrando hipóteses formuladas e convencendo os leitores mediante a apresentação de razões fundadas na evidência dos fatos e na coerência do raciocínio lógico.
Além disso, exige-se da tese de doutorado contribuição suficientemente original a respeito do tema pesquisado. Ela deve representar um progresso para a área científica em que se situa. Deve fazer crescer a ciência. Quaisquer que sejam as técnicas de pesquisa aplicadas, a tese visa demonstrar argumentando e trazer uma contribuição nova relativa ao tema abordado.

domingo, 30 de outubro de 2011

Trabalho de campo

EVANS-PRITCHARD, E. E. Algumas reminiscências e reflexões sobre o trabalho de campo. In: ______. Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. p. 298-398.(Apêndice 4).

Trabalho de campo - Antropologia - Resumo.

      Segundo Evans-Pritchard não há uma única forma para a realização do trabalho de campo. Depende da pessoa, da sociedade que estuda, e das condições em que tem de fazê-lo.Ele diz que a primeira exigência para que se possa realizar uma pesquisa de campo é um treinamento rigoroso, para que se saiba como e o que observar, e o que é teoricamente significativo.É essencial percerbermos que os fatos, em si, não tem significado.Para que o possuam, devem ter certo grau de  generalidade. É preciso saber, exatamente o que se quer saber, e isso só pode ser conseguido graças a um treinamento sistemático em antropologia social acadêmica. Nosso objeto de estudo são os seres humanos portanto um trabalho de pesquisa envolve toda a nossa personalidade. Dessa forma tudo aquilo que moldou essa personalidade também está envolvido. Portanto é um trabalho que envolve cabeça, coração, sexo, idade, classe social, nacionalidade, família, escola, igreja, amizades.O que se traz de um estudo de campo depende muito do que se leva para ele. Essa foi a minha experiência, tanto em minhas próprias pesquisas, quanto do que pude concluir das de meus colegas.Todo mundo vai a uma sociedade primitiva com ideias preconcebidas mas como Malinowski costumava lembrar, as do leigo são desinformadas, em geral preconceituosas enquanto que as do antropólogo são científicas, pelo menos no sentido do que se baseiam em um considerável corpo de conhecimento acumulado e meditado. Se ele não fosse ao campo com ideias preconcebidas, não saberia o que, nem como, observar. As observações do antropólogo são infletidas por seus interesses teóricos - o que simplesmente quer dizer que ele está ciente das várias hipóteses permitidas pelo conhecimento disponível e que, se seus dados o permitirem, vai testar essas hipóteses. Não se pode estudar nada sem teoria. O antropólogo deve seguir o que encontra na sociedade que escolheu estudar: a organização social, os valores e sentimentos do povo, e assim por diante. É desejável que o antropólogo estude mais de uma sociedade, embora isso nem sempre seja possível. Se realiza apenas um estudo é inevitável que perceba as instituições da sociedade estudada em contraste com as suas próprias, que contraste as ideias e valores desse povo com os de sua própria cultura, e isso apesar de todo o esforço corretivo implícito em seu conhecimento da literatura antropológica. O estudo de uma segunda sociedade possui também a vantagem de tornar o investigador mais experiente: ele já sabe que erros evitar, como iniciar mais rapidamente suas observações, como cortar caminho na investigação e como descernir sem  muito esforço  o que é relevante - pois pode  ver os problemas  fundamentais mais depressa. A desvantagem é que o período de publicação do material torna-se muito extenso. É esta ênfase britânica  na pesquisa de campo que, certamente, explica o desaparecimento do tão celebrado método comparativo. A batalha decisiva não se trava no campo, mas depois que se volta. Quando o pesquisador volta do campo, e tem que escrever um livro sovre a sociedade que estudou, é que a importância de uma fundamentação teórica geral sólida começa a se revelar. Em ciência, para que a observação empírica tenha validade, é preciso que ela seja guiada e inspirada por alguma visão geral sobre a natureza dos fenômenos estudados. Só assim as conclusões teóricas aparecerão como implicitamente contidas em uma descrição exata e exaustiva. 

sábado, 29 de outubro de 2011

Pôsters


A ABNT dispõe da NBR 15437 que estabelece as normas de apresentação para pôsteres técnicos e científicos, válida desde 06.12.2006.Contém 3 páginas. Eu ainda  não possuo essa norma. Ela possui três páginas.Querendo maiores informações entrem no site da ABNT.Lá vocês poderão saber o preço da mesma e demais informações.
 
Atenciosamente,